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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Bloco do Queijo será multado em R$ 30 mil após descumprir acordo no Carnaval de Raul Soares

A Prefeitura de Raul Soares informou que o tradicional Bloco do Queijo será multado em R$ 30 mil por descumprimento de cláusulas contratuais durante o Carnaval 2026.


Segundo a administração municipal, antes do início das festividades foi firmado um acordo com blocos e atrações estabelecendo que não seriam permitidas músicas com palavras de baixo calão ou conteúdos conhecidos como “proibidão”. A medida teria como objetivo manter o evento com perfil familiar.

No domingo (15), durante a saída do bloco pelas ruas da cidade, um dos DJs que iniciou sua apresentação executou músicas que se enquadrariam no conteúdo previamente vetado.

Diante da situação, a organização interrompeu e cancelou a apresentação. O artista não retornou ao palco, já que, segundo informado, seu repertório era voltado para esse tipo de conteúdo.

A Prefeitura declarou que aplicará as medidas administrativas previstas em contrato.

A decisão tem gerado forte repercussão entre moradores, foliões da cidade e da região. O Bloco do Queijo é conhecido por reunir participantes de diversas cidades, tornando-se um dos marcos do Carnaval de Raul Soares.

Registro do Bloco do Queijo - Carnaval 2026 - Raul Soares 
Facebook Bloco do Queijo 

Nas redes sociais, parte do público elogiou a postura do prefeito, defendendo a manutenção de um Carnaval com perfil familiar e o cumprimento das regras previamente estabelecidas.

Por outro lado, há quem considere a medida exagerada, argumentando que as músicas citadas estão amplamente disponíveis em plataformas digitais e são tocadas em diversos eventos pelo país.

Apesar do episódio, a programação do Carnaval em Raul Soares segue normalmente nesta segunda-feira (16) e terça-feira (17), com atrações voltadas ao público em geral.


Nota

Esta matéria foi elaborada com base em informações divulgadas publicamente pelo perfil @aconteceuvirounoticiamg e comunicados oficiais da administração municipal. O Fleury.news permanece à disposição para eventual manifestação do Bloco do Queijo ou demais envolvidos.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Pastor Elizeu Rodrigues relata prejuízo após problema com assessor

O pregador baiano Elizeu Rodrigues enfrentou recentemente uma situação delicada envolvendo sua equipe ministerial. Segundo informações divulgadas pelo portal Assembleianos de Valor, um assessor responsável pela administração de agendas teria recebido valores de igrejas sem o conhecimento do pastor.


Nota

Fleury.news – Jornalismo com responsabilidade

Comprometido com a verdade e a ética, o Fleury.news informa com base em conteúdos públicos e declarações oficiais.

Não emitimos juízo de valor nem realizamos acusações, apenas repercutimos fatos já divulgados.

O portal permanece à disposição para eventuais esclarecimentos ou direito de resposta.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Quando o altar vira palco: repercussão envolve cantor de “Auê (A Fé Ganhou)”



A canção “Auê (A Fé Ganhou)” ainda segue gerando debates no meio cristão, mas um novo episódio passou a ampliar a repercussão nas redes sociais. Vídeos que circulam na internet mostram o cantor envolvido no projeto interpretando uma música considerada secular durante um evento, o que reacendeu questionamentos sobre limites entre fé, cultura e testemunho cristão.


   

Até o momento, não há esclarecimento público oficial do artista ou de sua equipe sobre o contexto da apresentação, como o tipo de evento, a proposta ou a intenção do momento registrado. Ainda assim, as imagens têm sido amplamente compartilhadas e comentadas, provocando reações distintas entre fiéis, líderes e ouvintes da música cristã.

Para parte do público cristão, o episódio reforça uma preocupação antiga: a de que o que é separado para Deus não deve se misturar com aquilo que pertence ao entretenimento comum. Textos bíblicos como Romanos 12:2, que exorta os cristãos a não se conformarem com este mundo, e 1 Coríntios 10:21, que fala sobre não se misturar o sagrado com o profano, são frequentemente citados nesses posicionamentos. Para esse grupo, a imagem pública de um ministro ou cantor cristão carrega um peso maior, já que seu testemunho influencia diretamente outras pessoas.

Por outro lado, há quem defenda uma leitura mais cautelosa da situação. Sem conhecer todos os detalhes do evento, muitos consideram precipitado afirmar que houve incoerência ministerial. Argumenta-se que a Bíblia não proíbe o contato com ambientes seculares e que o próprio apóstolo Paulo ensina que “tudo é lícito, mas nem tudo convém”, destacando a importância do discernimento. Ainda assim, mesmo entre os que adotam essa visão, existe o entendimento de que figuras públicas da fé precisam agir com prudência, exatamente para evitar escândalos ou interpretações equivocadas.

Em matéria anterior, este blog analisou a canção “Auê (A Fé Ganhou)” à luz de seu contexto bíblico e cultural, destacando a proposta teológica apresentada na letra. A nova repercussão, no entanto, envolve fatos posteriores e a postura pública do artista, o que exige uma abordagem distinta, de caráter jornalístico e reflexivo.

Leia: Auê (A Fé Ganhou)’: fé, cultura e a polêmica que dividiu opiniões no meio cristão

O debate acaba ultrapassando a questão musical e toca em um ponto sensível da vida cristã: o testemunho. Jesus afirmou que os seus discípulos são “a luz do mundo” e que uma cidade edificada sobre um monte não pode ser escondida. Isso implica responsabilidade, não apenas nas intenções, mas também na forma como as atitudes são percebidas.

Diante da repercussão, cresce a expectativa por um posicionamento claro do artista, capaz de contextualizar o ocorrido e contribuir para um diálogo mais maduro. Enquanto isso não acontece, o episódio segue dividindo opiniões e levantando reflexões importantes sobre fé, cultura e os limites do que pode ou não ser levado ao altar.

Mais do que julgamentos apressados, o momento convida a Igreja a refletir sobre coerência, maturidade espiritual e o equilíbrio entre viver no mundo sem se confundir com ele.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Auê (A Fé Ganhou)’: fé, cultura e a polêmica que dividiu opiniões no meio cristão

“Auê (A Fé Ganhou)”: entre a fé, a cultura e a polêmica"




A canção “Auê (A Fé Ganhou)”, lançada por Marco Telles com participação de Ana Heloysa, Filipe da Guia e Coletivo Candiero, tem gerado debates intensos nas redes sociais e em círculos cristãos. Enquanto muitos ouvintes celebram a mensagem de inclusão e alegria presente na música, outros levantam questionamentos, afirmando que a canção traria elementos simbólicos ligados a religiões de matrizes africanas ou mensagens subliminares incompatíveis com o culto cristão.

Diante da repercussão, surge a necessidade de uma análise mais cuidadosa, que leve em conta a letra, o contexto do projeto musical e, sobretudo, a relação da canção com a Bíblia.


O contexto da canção


“Auê (A Fé Ganhou)” integra o projeto “O Grande Banquete”, que se inspira diretamente na parábola contada por Jesus em Lucas 14:15–24. Nesse texto bíblico, o Mestre fala de um homem que prepara um grande banquete e convida muitos. Diante das recusas dos primeiros convidados, o anfitrião ordena que sejam chamados os pobres, os aleijados, os cegos e os mancos — aqueles que normalmente ficavam à margem.

O foco da parábola não é o ritual do banquete, mas quem é convidado para ele. Jesus aponta para um Reino em que os critérios humanos de mérito, status ou aparência não são determinantes.


 Zés, Marias e o “banquete de Deus”


Na canção, os nomes Zé e Maria aparecem como figuras centrais:

   “Agora que o Zé entrou e todo mundo viu, e todo mundo olhou e todo mundo riu…”


Zé e Maria são, historicamente, os nomes mais comuns da cultura brasileira. Na leitura proposta pelos artistas, eles representam o povo simples, anônimo, cotidiano — pessoas que estão nas casas, nas ruas e também nas igrejas.

Essa abordagem encontra eco no próprio Evangelho, quando Jesus afirma que o Reino de Deus pertence aos humildes (Mateus 5:3) e quando Tiago lembra que Deus escolheu os pobres aos olhos do mundo para serem ricos na fé (Tiago 2:5).


Queda, acolhimento e graça


Outro eixo importante da letra é a imagem da queda:

 “Com a folha, eu aprendi como se deve cair”

A metáfora remete à fragilidade humana. Na Bíblia, a queda não é apresentada como exceção, mas como parte da condição humana: “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:23). A diferença está na resposta divina: Deus não abandona o que cai, mas o levanta.


Isso se reflete no verso:

“Você quer me levantar, diz que aqui é meu lugar. Com minhas roupas, minhas falhas, minhas birras”

O acolhimento acontece antes da correção, princípio presente em textos como Romanos 5:8, que afirma que Cristo morreu por nós quando ainda éramos pecadores.


 Alegria, dança e fé na Bíblia


Um dos pontos mais criticados por alguns ouvintes é o uso de imagens como dança, ciranda e samba. No entanto, a Bíblia associa diversas vezes a fé à alegria e à celebração corporal:


“Converteste o meu pranto em dança” (Salmos 30:11)

 Davi dançou diante do Senhor com todas as suas forças (2 Samuel 6:14)

Jesus afirma que há alegria no céu quando um pecador se arrepende (Lucas 15:7)


A canção utiliza essas imagens como linguagem cultural, não como rito religioso. Trata-se de símbolos brasileiros de festa, comunhão e alegria — sentimentos que, biblicamente, não são estranhos à fé cristã.


 O significado de “Auê”


Outro ponto que gerou debates foi o próprio título da música. Segundo explicações dos artistas, “auê” é uma expressão de origem indígena (tupi) que pode ser traduzida como festa, celebração ou manifestação coletiva de alegria.

Nesse sentido, o refrão dialoga diretamente com a ideia bíblica de que há festa no céu quando alguém é recebido no Reino de Deus (Lucas 15:10). Não se trata de invocação espiritual ou religiosa externa ao cristianismo, mas de uma palavra cultural ressignificada dentro de um contexto cristão.


As críticas e o debate atual

Parte das críticas à canção se baseia no receio de sincretismo religioso e na defesa de que determinados estilos ou expressões culturais não deveriam ser levados ao altar. Esse debate não é novo. Ao longo da história da Igreja, diferentes gerações questionaram novas linguagens musicais, desde hinos populares até estilos contemporâneos.

Por outro lado, teólogos e líderes cristãos lembram que a Bíblia não determina um único estilo musical ou cultural aceitável para o culto, mas enfatiza o conteúdo, a intenção e o fruto da adoração (João 4:23; 1 Coríntios 10:31).


Uma fé que acolhe ou que exclui?


Em uma publicação nas redes sociais, a cantora Ana Heloysa afirmou: “Que nosso riso seja de alegria, nunca de desprezo, sempre que mais Zés e Marias entram no salão do banquete de Deus.”

A fala retoma o cerne da mensagem cristã: quem tem lugar no Reino? A canção, ao que tudo indica, propõe uma reflexão mais ampla sobre inclusão, graça e alegria na fé, ainda que sua linguagem artística não agrade a todos.

“Auê (A Fé Ganhou)” não pode ser analisada apenas a partir de palavras isoladas ou impressões iniciais. Seu conteúdo dialoga diretamente com narrativas bíblicas sobre o Reino de Deus, o grande banquete, a alegria da salvação e o acolhimento dos simples.

As divergências em torno da música revelam um debate maior: até que ponto a cultura pode ser usada como linguagem da fé? A resposta varia conforme a compreensão teológica de cada comunidade. O fato é que a canção cumpre um papel importante ao provocar reflexão — algo que, historicamente, sempre acompanhou a música cristã.


Confira no link abaixo, a canção Auê (A Fé Ganhou) e deixe o seu comentário em nossa matéria.

Auê (A Fé Ganhou)

segunda-feira, 19 de abril de 2021

"DESCULPAS, DESCULPAS, DESCULPAS" - Pastor que disse orar pela morte de Paulo Gustavo se retrata nas redes sociais

O Pastor José Olímpio, da Assembleia de Deus em Alagoas causou um alvoroço na semana passada após fazer um comentário impertinente ao publicar uma foto do ator Paulo Gustavo, que se encontra internado a mais de um mês por causa do COVID-19, em suas redes sociais e dizer que ora para que para que ele morra. 




A publicação virou pauta de muitos veículos de comunicação e viralizou onde muitos famosos e anônimos criticaram a postura do líder religioso.

Algumas entidades LGBTQI+ estão pensando até mesmo abrir um processo contra José Olimpio nessa semana.

Ontem (18) o Pastor resolveu se manifestar em sua conta no Instagram e pediu desculpas por ter se expressado daquela forma.

O portal BR104 de Alagoas, publicou o pedido de desculpas, visto que o Instagram do pastor é privado.

“Jamais eu ofenderia propositalmente alguém, estou nessa idade, e por onde passei fui construindo amigos e servindo a quem precisa com o que está ao meu alcance”, disse o pastor em nota.

Leia a nota na íntegra:

Mediante esta, quero apresentar-me ao publico com uma nota dupla: primeiro, para pedir desculpas, pois o pedido de desculpa deve ocorrer quando se cometer um ato falho sem a intenção de ofender ao atingido. Por isto, em primeiro lugar peço desculpas, pois, quem me conhece, sabe que do meu íntimo jamais eu ofenderia propositalmente alguém, estou dessa idade e por aonde passei foi construindo amigos e servindo a quem precisa com o que estar ao meu alcance. Para saber quem é a pessoa deve-se buscar a começar na família, na vizinhança onde se criou e viveu e na igreja onde é membro. Se forem procurar falhas e imperfeições em mim, vão encontrar muitas, mas, malignas intenções, creio que não encontrarão.
Considerando esse preâmbulo peço DESCULPA, pois nunca foi intenção do meu coração ferir, ofender ou machucar a nenhum dos ofendidos (que são aos milhares), a começar do ator Paulo Gustavo, que foi atingindo diretamente, passando por seus familiares, amigos, admiradores e muitos fãs, pois o mesmo é uma pessoa querida no mundo artístico. A minha insensatez foi tentar defender a honra de meu Deus, muitas vezes ultrajada de muitos modos e de muitas maneiras e por muitas pessoas, esquecendo-me eu, de que Deus, o Criador do céu e da terra não precisa de quem defenda a sua honra. Quão tolo eu fui! Por ter escrito a sandice que escrevi, mesmo sem no meu íntimo desejar a morte de ninguém, pois apesar de minhas fraquezas, sou um cristão convicto. Peço mil vezes a todos: DESCULPAS, DESCULPAS, DESCULPAS

Mas, mesmo sem ter cometido no meu íntimo o pecado de desejar verdadeiramente a morte de ninguém,

eu também, quero pedir PERDÃO.

Perdão aos familiares, amigos, admiradores e fãs, porque os feri e principalmente ao ator Paulo Gustavo.

Perdão a minha mãe, irmãos, cunhados, a minha esposa e aos meus três filhos, um jovem e gêmeos adolescentes, por coloca-los em uma situação tão vexatória. Perdão a memória de meu pai, que me ensinou a ser um cidadão de bem.

Perdão aos meus amigos que ao longo dos anos têm posto tanta fé em mim. Perdão a minha Igreja na qual nasci e me criei, que desde a minha infância, na Escola Dominical, tem me ensinado o caminho reto.
Perdão aos pastores de todo o Brasil, que Deus me deu a graça de conhecer, ama-los e ser por eles amado.
Perdão aos meus companheiros da briosa COMADAL, por ter-lhes causado este desconforto.

Perdão as mui dignas Mesas Diretoras da IGREJA e da COMADAL, que me deram um voto de confiança, consagrando-me ao Ministério.

Perdão ao meu pastor presidente, que sempre me ensinou e ensina a todos os obreiros a não perder tempo

nas redes sociais e nem exporem-se nas mesmas. Se tivesse dado ouvidos aos seus ensinamentos, não teria caído nessa situação.

Por fim e principalmente, quero pedir PERDÃO ao meu Deus, pois por minha causa o seu nome está sendo blasfemado entre os gentios (Rom 2:24), sem que Ele, nem sua Palavra, nem sua Igreja tenham culpa alguma. Evidenciando o reconhecimento do meu erro, junto a esta nota, dou a conhecer a quem possa interessar, que voluntariamente pus minhas funções à disposição da Mesa Diretora da Convenção dos Ministros da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado de Alagoas – COMADAL e estou solicitando ao Conselho Consultivo e de Ética da mesma, através de documento protocolado na secretaria, a analise do caso em apreço, ponho-me a disposição do mesmo para que me seja aplicada as penas previstas nas normas estatutárias e regimentais de minha Convenção Estadual, de acordo com o que este douto Conselho julgar. Termino rogando as orações por mim e por minha família.


Maceió, Alagoas, 18 de abril de 2021.

José Olímpio da Silva Filho.”


Fonte: BR104