A atriz Isabelle Drummond abriu o coração em entrevista ao jornal O Globo e falou sobre um tema sensível: o preconceito que enfrentou por ser evangélica, especialmente em meio ao cenário político polarizado do Brasil.
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| (Reprodução/Manoella Mello/TV Globo) |
Durante a entrevista, a atriz destacou que ser evangélica, nos últimos anos, passou a carregar um peso que vai além da espiritualidade. Segundo ela, o contexto político contribuiu para que muitos associassem automaticamente sua religião a determinadas posições ideológicas — algo que, de acordo com suas palavras, agravou situações de preconceito.
Isabelle não fez declarações partidárias, mas deixou claro que o ambiente de polarização tem impactado a forma como as pessoas enxergam a fé cristã, especialmente quando ligada a figuras públicas.
A artista reforçou que a espiritualidade faz parte de sua identidade, mas que isso não deveria ser motivo para julgamentos precipitados ou enquadramentos políticos automáticos.
Além do tema religioso, a atriz também relembrou momentos difíceis de sua vida pessoal, incluindo a perda do pai. O período de luto foi descrito como um divisor de águas, trazendo amadurecimento e uma nova percepção sobre a exposição pública.
A combinação entre dor pessoal e pressão social ajudou a moldar sua visão sobre fama, identidade e liberdade de crença.
O relato de Isabelle reacende um debate mais amplo: até que ponto a fé de alguém deve definir sua imagem pública? Em uma sociedade cada vez mais dividida, religião e política acabam se cruzando — e muitas vezes se confundindo.
A entrevista convida à reflexão sobre tolerância, respeito às individualidades e o perigo dos rótulos.
Independentemente de posicionamentos, a fala da atriz reforça um ponto importante: fé é algo pessoal, e a liberdade religiosa é um direito garantido a todos.
Fonte: Entrevista concedida por Isabelle Drummond ao jornal O Globo.







